Quem sou eu

sábado, 15 de outubro de 2022

Uma reflexão

Paz e Bem! - texto de 07.03.2021

Neste período de pandemia, muitas pessoas reclamam dizendo que não se sentem bem dentro de casa. Isso é muito grave (eu mesmo já experimentei esse sentimento), especialmente sabendo que o lar simboliza para o ser humano seu abrigo, sua proteção. Ali, mais do que em qualquer outro lugar, ele deve se sentir bem.

Não existem soluções milagrosas, mesmo porque a paz depende do nosso esforço para conquistar equilíbrio interior. Mas há um hábito absolutamente positivo e que serve como antídoto contra muitos dos males que nos atingem: a oração em família.

Sempre no mesmo dia e no mesmo horário, os familiares podem se reunir para ler uma página edificante e comentá-la. Aproveita-se a ocasião para conversar com o Criador através da oração, agradecendo pela existência, pedindo proteção... A oração em família é o alimento para a alma, e muitas vezes as dores e angústias que nos afligem são fruto de uma espécie de subnutrição espiritual.

Colaboremos para uma psicosfera mais amena em nossa casa, evitando gritos, discussões vazias e brigas sem sentido. Mas façamos mais: através da oração, enviemos um convite ao Criador de todas as coisas, para que Ele, com Sua presença luminosa, faça parte de nossa vida. A oração no lar, diante da sombra da indiferença e da maldade que insiste em nos cercar nestes dias, é um farol de luz, norteando o Novo Aeon, a era do amor e da transformação.

*O Novo Aeon, segundo Raul Seixas, é um conceito que remete a uma nova fase da humanidade, marcada por uma mudança profunda na consciência e na forma de viver, onde o amor, a liberdade e a espiritualidade têm papel central

Esta é a melhor foto que já fiz de paisagem… pena que essa contrução não exista mais, era no Projeto de Assentamento Nova Amazônia

Oiran Braga - Jornalista

A volta do Tiquiri...Agora de cara nova!

Foto: Romaria de 2013 Boa tarde! Estamos de volta com o Tiquiri. Estava quase morto de inanição por falta de postagem! Aproveito para repudiar uma tradição em nosso Estado: a Romaria de Nossa Senhora de Aparecida! Colocaram paredão político voltado para os fiéis em frente da Catedral... Lembro que participei da primeira Romaria, há quase 35 anos! Eu tinha exatamente 14 anos ... Na escola Maria das Neves Resende, Bairro Asa Branca, na Zona oeste da nossa Capital. Pois bem, um casal de jovens passou anunciando a Romaria. Minha comadre Aurineia Pereira Barros e meu compadre Erisnaldo "feriados temos o ano inteiro, Romaria pode ser uma única e inesquecível vez na sua vida!" Daí eu pensei: "Palavras fortes para um jovem como eu, porém muito mais consciente que eu". Eles estudavam na mesma escola que eu, era sexta série que eu cursava e Aurineia e sua irmã Aurinete estudavam na mesma sala que eu! Eram jovens indígenas, de etnia wapixana, e sempre tiveram muito orgulho de suas origens! Eu me interessei de imediato pelo assunto. Menino criado praticamente totalmente nas comunidades indígenas macuxi e wapixana, falava e compreendia um pouco de waparadan "nossa língua em wapixana". Pois bem, me tornei muito amigo da comadre Aurineia e Aurinete Pereira Barros. Perguntei mais detalhes à Aurineia e ela disse: "Pronto, hoje é quinta-feira. Domingo à noite tem reunião do Grupo Jovem da Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro". Domingo Eu estava lá... Foi uma experiência marcante que mudou minha vida para sempre! Continua... Oiran Braga - ornalista e Católico, Firme e Sicero

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Fazenda da Esperança: Uma realidade na recuperação de dependentes químicos



Recentemente realizei um sonho de conhecer o trabalho exitoso desenvolvido pela Igreja Católica e seus parceiros na Fazenda da Esperança, no município de Iracema, ao sul de Roraima. Este feito foi possível quando estive desempenhando meu trabalho em uma visita técnica do sistema de justiça àquela instituição.
Durante a visita notei que o trabalho é simples, porém com grandes resultados. Resultados que são percebidos nas pessoas que fazem tratamentos de reabilitação química e de todas as famílias envolvidas.
É importante ressaltar a atividade nesse campo precisa muito de auxílio, e atualmente a maior dificuldade está na falta de energia, tendo em vista que as pessoas em reabilitação desenvolvem tarefas na produção de pães, biscoitos e doces, e esse serviço requer uma eletricidade ininterrupta.
Mas é um processo que leva tempo e as parcerias estão surgindo.
Em conversa com o administrador da fazenda Luciano Figueiredo, descobri que por exemplo, existe um problema sério com o alambrado da quadra de esportes onde praticamente se usa uma bola em cada partida, e a partida normalmente dura até a bola furar nas ferragens que estão expostas.
Por outro lado vi muita coisa bonita, sobretudo o empenho dos internos na busca da recuperação.
Vi uma pequena, mais bem cuidada horta. Uma panificadora funcional e uma fabriqueta de sabão de onde são retirado quase todos o sustento do projeto como um todo.
As vezes ficamos imaginando que para ajudar a um projeto de tanta relevância precisamos de valores vultosos. Entretanto, apenas comprando os produtos que lá são produzidos já é de grande ajuda.
São produzidos pães de forma, cinco sabores biscoito e sabão em barra. Esses produtos são comercializados principalmente nas igrejas católicas da Capital.
Vejam, abaixo a matéria que produzi na ocasião da visita.
As fotos são de Vitória Barreto.

Presidente do Tribunal de Justiça realiza visita técnica na Fazenda da Esperança

A presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, desembargadora Tânia Vasconcelos Dias, acompanhada de uma comitiva, visitou as instalações e conheceu o funcionamento da Fazenda da Esperança, localizada no município de Iracema, a 89 km de Boa Vista, antiga Vila São Raimundo, sentido sul da BR 174. A comitiva foi recepcionada pelo Bispo da Diocese de Roraim, Dom Roque Paloschi, e pelos coordenadores locais. A entidade é uma comunidade terapêutica de recuperação de toxicodependentes, fundada em dezembro de 2009.
Durante a visita foi explicado, pelo coordenador local da Fazenda, Luciano Figueiredo, a metodologia de trabalho sustentada em três pilares fundamentais “trabalho, convivência e espiritualidade”. Os internos são distribuídos em três casas com funções distintas na organização social e na divisão dos trabalhos, como panificação, fábrica de sabão e cuidados com a limpeza, manutenção de cercas e cuidado dos animais.
A instituição é gerida por missionários da Ordem Franciscana, e, sua principal fonte de renda é a venda dos produtos fabricados pelos internos (pão de forma, cinco sabores de biscoito e o sabão em barra), bem como donativos em geral.
De acordo com o coordenador, Luciano Figueiredo, essa visita foi muito importante, pois permite que o Judiciário e representantes do Poder Executivo conheçam o trabalho aqui desenvolvido. “Estávamos ansiosos para essa visita. Mostramos aqui os nossos progressos e as nossas principais dificuldades. Nossa metodologia de trabalho é simples, mas podemos ver os resultados positivos que traz, para o indivíduo, para as famílias e para a sociedade em geral. Aqui as portas estão sempre abertas: só se interna aqui quem quer (e pede pra entrar), depois que aqui se encontra precisa seguir nossos padrões de regras, se por acaso não se adaptar e quiser sair as portas estão sempre abertas, pois nem muro possuímos”, afirmou figueiredo.
Para o juiz Alexandre Magno Magalhães Vieira, a visita além de muito esclarecedora, foi produtiva, pois foi possível que o Poder Judiciário viesse a conhecer a realidade dessa instituição mantida pela sociedade civil que desenvolve essa importante ação social. “Já somos parceiros, pois uma grande parcela dos beneficiados com as penas e medidas alternativas são dependentes químicos e muitos vêm para cá no intuito de se tratarem, com esse trabalho todos ganham, a justiça e a sociedade”, afirmou o magistrado.
Após conhecer as instalações, os visitantes tiveram um momento de partilha de alimentos e, logo em seguida, foi feita a partilha das experiências de um interno que está perto de completar seu período de internação e de um dos coordenadores da Fazenda (ex-interno) exporem seus testemunhos, relatando como entraram, viveram e saíram do mundo das drogas, destacando a importância da instituição.
A desembargadora Tânia Vasconcelos afirmou que já conhecia a Fazenda, pois em várias ocasiões esteve foi lá para comprar pão e biscoitos, mas foi a primeira vez que esteve em uma visita oficial. “Chama a atenção a simplicidade das instalações combinado com o zelo e importante trabalho ali realizado. É um trabalho sério, coordenado por pessoas sérias, que se dedicam à importante obra de resgatar o ser humano. Enquanto instituição, o Tribunal de Justiça vai procurar auxiliar dentro de suas limitações, principalmente contactando nossa rede de parceiros para fortalecer esse e outro projetos sociais”, concluiu a presidente.
A comitiva foi composta pelo juiz Titular da Vara de Penas e Medidas Alternativas, Alexandre Magno Magalhães Vieira, a juíza substituta Joana Sarmento, os promotores de justiça Ricardo Fontanella e Lucimara Campaner, o procurador do Estado José Ruyderlan Lessa e, ainda por servidores da equipe multiprofissional da Vepema e do Juizado especializado em Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Comunidade Indígena Malacacheta realiza a 9ª Festa da Damurida em RR

A comunidade Indígena Malacacheta, realiza, de 06 a 8 de novembro de 2014 a 9ª Festa da Damurida, o evento já virou tradição em Roraima e ficou famoso por misturar esportes, cultura, lazer e gastronomia indígena, com foco na celebração e divulgação dos valores culturais, daquele povo.
A comunidade está localizada no município de Cantá, a 36 quilômetros de Boa Vista (região da Serra da Lua) e é habitada por índios da etnia wapichana.
A damurida, comida tradicional feita de peixe ou carne de caça cozida com bastante pimenta, foi escolhida como símbolo cultural, para agregar várias outras manifestações culturais neste festival.
De acordo com a administradora de empresas Leci Marques, essa comida indígena é a expressão da cultura dos seus parentes. “Representa minhas origens, gosto pelo sabor único, que lembra minha infância nas comunidades Araçá e Guariba. Gosto temperada com tucupi cozido (cumagi) e bastante pimenta, inclusive a folha da pimenta malagueta”.
No mesmo sentido a professora Valci Marques, da Escola de Aplicação da Universidade Federal de Roraima, especialista em química, apreciadora e praticante dessa arte culinária afirma a importância cultural e social. “Eu gosto de comer damurida pelo sabor exótico. Ela representa para mim a culinária dos meus antepassados, que me faz recorda a minha infância e as minhas origens! Este evento é importantíssimo para manter viva as nossas origens e os nossos costumes,” e, do ponto de vista científico, é um alimento rico em vitaminas, proteínas e capsaicina, o alcaloide que contém todas as pimentas, que ajuda na circulação sanguínea.
De acordo com a estudante de jornalismo e liderança indígena, Mayra Wapixana, uma das organizadora do evento, afirma que sendo uma ocasião de cunho cultural, a comida indígena serve com forte motivação para que os membros das comunidades possam ter participação direta na continuidade do processo de conquista da identidade cultural e, sobretudo, da conquista da vivência dos costumes tradicionais. "Partindo do contexto atual, das ameaças aos direitos e vulnerabilidades que a nossa cultura passa, esse festival, que está próximo de completar 10 anos, representa uma conquista das nossas lideranças indígenas e é ponto forte na valorização de nossa cultura”, afirmou Mayra.

Confira a programação
Dia 06
19:00 - Apresentação Cultural
(Dança do Parixara)
19:30 - Exibição do Vídeo Documentário da VIII Festa da Damurida
20:00 - Diálogo das Lideranças Indígenas (Histórico da Festa)
21:40 - Confraternização (Damurida)
22:00 - Encerramento
7:30 Defumação com Maruai, Apresentação das escolas e
comunidades com a dança do Parixara.
Mesa: Lideranças indígenas e autoridades
10:00 - Início das inscrições de todas as competições do dia.
10:30 - Início das competições indígenas.
Corrida de saco (feminino e masculino), Flecha ao alvo parado – 30 m
(masculino e feminino), Flecha ao alvo calculado (masculino e feminino).
12:30 -
ALMOÇO POR CONTA DECADA PARTICIPANTE
14:00 Tomar caxiri, Trançar darruana, Ralar mandioca, Fiar algodão, Corrida com tora, Corrida com cabaça na cabeça, Melhor artesanato apresentado com autoria própria (qualidade)
18:00 - Encerramento do 1º dia de competição.
19:00 - Noite cultural com bingos, peças teatrais, sorteio de brindes entre barraqueiros, dança do parixara com a comunidade.
20:30 - Apresentação de Grupos Regionais
00:00 – Encerramento - Silêncio total na comunidade.

Dia 07
08:00 INÍCIO DOS CONCURSO.
08:00 - Maratona 7km
Corrida ciclista (masculino e feminino)
Concurso do Casal de índios Damurida.
Concurso de quem comer Damurida mais ardosa.
Concurso da índia com cabelos mais longos.
Concurso da melhor pintura corporal e vestimenta indígena.
Concurso do melhor poema relacionado à FESTA DA DAMORIDA.
9:30 -
Torneio de Futebol (geral)

Início das inscrições para o torneio
9:30 Início do torneio masculino
Exposição do Clube de Fãs de
Quadrinhos e Bonecos
11:00 Escolha da melhor Damurida
12:00 - Inscrição do SpeedWay
13:00 - Início do Speedway
16:00 - Final dos torneios
16:30 - Final da corrida de cavalo.
18:30 - Entrega das premiações.
19:30 - Bingos diversos.
21:30 - Início da noite festiva (Forró)

Dia 08
12:00 - ALMOÇO POR CONTA DE CADA PARTICIPANTE.
13:00 - Início do torneio masculino (futebol de campo – adulto e veterano) feminino e mirim (Society).
16:30 - Corrida de Cavalo (mestiço)
18:00 - bingo.
19:00 - Concurso de Parixara pelos alunos e comunidade.
20:00 - Apresentação dos grupos musicais regionais.
21:00 - Forró.
02:00 - Encerramento, silêncio na comunidade.
Realização: C.I Malacacheta | Apoio: E.E.Indígena Sizenando Diniz

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

LULA, O TERROR DA OPOSIÇÃO



“Depois do caso do “Mensalão”,
Onde tentaram desmoralizar o PT
Sem conseguir muito enfim,
Partiram para uma nova ação
Com o objetivo de atingir o Lula
Para impedi-lo de disputar
Em 2014 mais uma nova eleição.

Sabem que ele foi o melhor
Presidente que este país já teve.
Reconhecido pela população
E por todas as estatísticas
É unanimidade, sem contestação,
Tanto aqui como por esse mundão
Por isso é vítima de tantas intrigas

Os adversários o odeiam
De um ódio ferrenho e mortal
Por ter com tanto empenho
Transformado em realidade
O sonho de uma nação
Em um país rico e próspero
E não só país do futebol.

E por temerem que o Lula
Dispute nova eleição
Para a qual é o favorito,
Querem destruir sua reputação
Acusando-o de chefiar
O tal do “mensalão”
E praticar atos de corrupção.

Mas o povo não é idiota
Para acreditar nessas insinuações
Desse bando de invejosos
Que pensam mais em si
Do que no seu próprio país;
Pois quem pensa no povão
Age e não fica de intriga não.”
(Edmar Guedes Corrêa - do site Usina de Letras)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Roraima e Pernambuco um intercâmbio da cultura rural

O projeto Olhar Brasileiro começa sua segunda etapa*, “Interações Culturais - Do Sertão de Virgulino ao Berço de Canaima” que além de Pernambuco, palco da primeira etapa, visita também o estado de Roraima. O projeto faz parte da 9a Rede Nacional FUNARTE de Artes Visuais e realizará oito oficinas e dez exposições.
Segue a mesma metodologia de sua primeira etapa, com oficinas de capacitação em fotografia e gestão cultural em comunidades tradicionais dos estados envolvidos, seguidas por exposições sobre temas relevantes da cultura local, tendo os próprios alunos capacitados como fotógrafos.
As quatro primeiras oficinas ocorrem no distrito de Caiçarinha da Penha, município de Serra Talhada, Pernambuco. Serão oficinas em quatro povoados do distrito que foi largamente visitado por Virgulino Lampião na época das guerras do cangaço. As exposições ligadas a cada comunidade irão explorar a relação e as heranças deste período histórico.
O fotografo Àlvaro Servero executa a etapa Roraima e neste momento finalizando a segunda oficina no assentamento Anauá em Rorainópolis. A comunidade de Martins Pereira recebeu a oficina na semana passada e em homenagem ao igarapé que dá nome a vila, os alunos escolheram fotografar o seu entorno como tema da exposição, buscando retratar todo poder de subsistência, riqueza natural (fauna e flora) e interferência humana.
Álvaro fala das impressões da oficina em Martins Pereira “Em meio as chuvas diárias, os alunos mostraram muita garra para não perder um dia sequer de oficina. A vila se desenvolve no seio da selva amazônica, porém, por sua população de origem do nordeste do Brasil, encontramos um novo nordeste dentro da selva, reconhecido na sua gastronomia, danças como o "lindô", A Reizada, quadrilha junina e o incrível "cangaço" que celebra a trajetória de Virgulino Ferreira, O Lampião", além dos ritmos cantados pelo "Rei do Baião" (me senti em plena Serra Talhada-PE)”

Já a segunda oficina, esta sendo realizada na Vicinal 06, em Rorainópolis. Na comunidade do Mestre de Reisada Zé da Viola, por lá as pessoas que celebram todo o janeiro a festa de Santo Reis estão participando da oficina de fotografia. Em maio será executada a segunda etapa Roraima com mais duas oficinas.
Após a conclusão das oficinas, será realizado o intercâmbio entre os dois estados. As melhores fotos das exposições de Pernambuco irão compor a exposição “Sertão de Virgulino” que acontecerá em Roraima, contando com a presença de alunos pernambucanos autores das fotos. O mesmo ocorrerá em Pernambuco, onde ocorrerá a exposição “Berço de Canaima”, que contará também com as melhores fotos das exposições realizadas em Roraima e com alunos capacitados nas oficinas do norte do país.
Em Roraima o Ponto de Cultura a Bruxa Tá Solta é o parceiro na realização do projeto, que conta também com o suporte do Ponto de Cultura Centro Dramático Pajeú, em Pernambuco.
A 2a etapa do projeto Olhar Brasileiro é uma realização da Latitude7, FUNARTE, Ministério da Cultura e Governo Federal. O evento faz parte da 9a Rede Nacional FUNARTE de Artes Visuais.http://www.latitude7.com.br/joomla/index.php
contatos Roraima: 8113-0961 – Chacon /8119-4900 – Catarina

FOTOS: Álvaro Severo

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Juizado Especial da Fazenda Pública é responsável por ações contra Estado e Municípios

foto do blog o povo



Criado em dezembro do ano passado (2012) o Juizado Especial da Fazenda Pública tem a competência de processar, conciliar e julgar causas cíveis promovidas por particulares contra Estado, Municípios de Boa Vista e Cantá e suas respectivas autarquias, fundações e empresas públicas, até o valor de 60 (sessenta) salários mínimos (R$ 40.680). A ideia é facilitar o acesso e acelerar a tramitação dos processos, dispensando, como regra, a expedição de precatórios para o pagamento das dívidas.
Processos que normalmente demorariam em média dois anos para ter uma sentença podem ser solucionados em apenas três meses.
Dentre os diversos casos que podem ser resolvidos no Juizado da Fazenda Pública estão os seguintes: acidentes de trânsito envolvendo carros oficiais; responsabilidade civil com os prejuízos de um cidadão que caiu num buraco na rua; falta de pagamento de gratificações e férias; descontos indevidos nos salários dos servidores; questões relacionadas a concursos públicos e problemas com transferência de veículos e renovações da carteira de habilitação.
O procedimento dos Juizados é mais célere, sem prejuízo do direito de ação e de defesa. Não há custas nem condenação em honorários de sucumbência até a sentença. Facilita-se o acesso à Justiça e estimula-se a solução breve dos conflitos.
Existem ações que apesar de relacionadas a Estados e Municípios não são de competência da Fazenda Pública, a exemplo de mandados de segurança, desapropriação, questões relacionadas a multas de trânsito, divisão e demarcação de imóveis, improbidade administrativa, execuções fiscais e impugnação de demissão de servidores públicos civis ou sanções disciplinares militares.
O Juizado Especial de Fazenda Pública está funcionando no prédio anexo ao Fórum Sobral Pinto. Quem responde atualmente pela unidade jurisdicional é o juiz Eduardo Dias.
Ascom/TJRR