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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Reciclar a Mente: Raul Seixas, Ecologia e o Futuro da Música


Meu primeiro artigo "distópico" não poderia ser tratar de outro assunto a não ser do mestre Raul Seixas ....

Se Raul Seixas estivesse entre nós, sua visão sobre o "novo normal," a ecologia e a nova música popular brasileira provavelmente seria tão provocadora quanto suas letras. Vamos conjecturar como ele poderia abordar esses temas:

Sobre o "novo normal"

Raul, com seu espírito libertário e crítico, talvez visse o "novo normal" como uma nova forma de controle disfarçada de progresso. Poderia questionar o conformismo e a hipocrisia das relações humanas em tempos digitais, usando metáforas como "a sociedade dos algoritmos" ou "a ditadura do wi-fi." Ele certamente denunciaria como os valores individuais têm sido moldados pelas redes sociais e como o medo da exclusão dita comportamentos.

Trecho imaginado:

"Novo normal? Que papo careta! Normal é ser louco numa sociedade que idolatra a hipocrisia de perfeito."

Sobre ecologia

Raul, que já cantava sobre o apocalipse em "O Dia em Que a Terra Parou", provavelmente seria um defensor feroz da sustentabilidade, mas à sua maneira irônica. Talvez visse o movimento ecológico como essencial, mas criticaria aqueles que o transformam em uma moda superficial. Poderia dizer algo como:

"Enquanto vocês reciclavam plástico, esqueciam de reciclar o coração."

Ele também apontaria o paradoxo de um mundo que defende a natureza, mas continua destruindo o essencial para alimentar o consumo desenfreado.

Sobre a nova música popular brasileira

Raul era um vanguardista, então é possível que apreciasse a experimentação e a mistura de ritmos que marcam a MPB contemporânea. Ao mesmo tempo, não deixaria de cutucar a indústria musical, que ele considerava manipuladora. Raul poderia criticar a comercialização excessiva e a falta de "alma" em algumas produções, pedindo mais autenticidade.

Trecho imaginado:

"Cadê a rebeldia? O artista virou marionete, o palco virou vitrine, e o público aplaude o nada."

Ainda assim, talvez reconhecesse movimentos independentes como guardiões do espírito subversivo que ele tanto admirava, elogiando artistas que ousam quebrar padrões.

Em resumo, Raul Seixas diria que o "novo normal" é mais um reflexo da alienação social, clamaria por uma ecologia que começa dentro de nós mesmos e exigiria que a nova MPB resgatasse o espírito revolucionário da arte. Tudo isso com aquela pitada de sarcasmo e genialidade que só ele tinha.

🎸 Homenagem especial ao fã clube Raul Roraima Rock Clube e aos ouvintes fiéis do Programa Toca Raul, porque música boa não morre! Vocês mantêm viva a energia e a rebeldia que Raul tanto celebrava.

"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal."
imagem gerada por IA

Oiran Braga Mundurucu

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